28/09/07

Shakespear em altas









A Companhia teatral do Chiado, fundada em 1990 pelo inesquecível Sr. Mário Viegas e Juvenal Garcês, trouxe a Setúbal a fabulosa peça “As obras completas de Shakespeare em 97 minutos” a que felizmente fui assistir. E digo felizmente porque foram sem duvida 97 minutos (talvez um pouquinho mais) bem passados, cheios de boa disposição.
A peça já se encontra em cena há mais de 10 anos! Por aí se vê o sucesso que tem tido aos olhos dos espectadores.
Esta encenação é como um resumo cómico e hilariante das obras deste histórico dramaturgo inglês. A representar estão João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim (literalmente a grande “menina” da peça), a quem desde já dou os meus parabéns por interpretarem tão bem os seus papeis e igualmente por nos contagiarem com uma energia que só visto!

Em cena estão também “As Vampiras Lésbicas de Sodoma” e “A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (sintetizada)”, que não quero perder por nada e aconselho a fazerem o mesmo.

Para saber mais vão a www.companhiateatraldochiado.pt

08/08/07

Superstars

É este o novíssimo single do David Fonseca que, mais uma vez, provou estar à altura de realizar espetaculares obras musicais das quais sou eternamente fã.
De seguida está o video clip também realizado por ele e que na minha opinião está bem conseguido.

23/07/07

Não faz lembrar algo?...









O Labirinto, é designado como sendo um conjunto de caminhos que se interceptam entre si e uma vez entrando no dito cujo a saída será algo muito difícil de encontrar.
Pois não será a nossa vida um pouco assim?
Não andamos todos incansavelmente a percorrer trilhos visando objectivos, encontrando pelo caminho becos sem saída e atalhos que nos atiram de novo até ao ponto de partida?
Ao significar o fim da procura e do caminhar, não será a saída aquilo a que chamamos Morte?
Contudo, discordo de uma coisa nesta associação. A saída não é assim tão difícil de ser encontrada… e muitas das vezes esta mais perto do que se julga.

04/07/07

São vidas...

É engraçado ver as voltas que a vida dá.
Na flor da adolescência pensamos que temos tudo para escolher o futuro que queremos e por isso desde logo traçamos planos, criamos sonhos, evitamos pensar nos riscos. Levamos a vida sempre com um objectivo em mente até que… passado tempos paramos e notamos que não fizemos nada daquilo que pretendíamos, que o destino nos levou para parte incerta e nos disponibilizou tudo o que outrora não fazia nem sequer parte do nosso imaginário.

Foi precisamente nesse momento que me senti perdida. Ao ver tudo em que acreditava desmoronar-se à minha frente, ao ver as mentiras que existem, as máscaras que se usam (que até quem pensávamos não usar), fechei-me no meu mundo no qual não me sinto especial, mas sim alguém comum impotente para levar os meus desejos a avante sem sequer duvidar. Não tenho forças e a vontade de mudar só aparece em surtos… já nem sei se mereço aquilo que ainda tenho (não menos importante).
Na minha cabeça tudo o que aparece é um belo de um NÃO SEI!!!

Quando pensei: -“ É desta que a minha vida se vai endireitar.” – Saiu tudo mal…e dou por mim a zelar por um objectivo que nunca foi meu, que nunca quis. Sei que quantas mais experiências tivermos melhor, mais sabemos, mais nos safamos neste mundo hipócrita. Foi por isso que decidi tentar mesmo contrariada e sob pressão. Já não tenho 18 anos, não me posso dar ao luxo de brincadeiras se quero organizar a minha vida mas a verdade é que não estou a conseguir deixar o coração seguir a cabeça. O que é racional e lógico acaba por ficar sempre em segundo plano.
Seria pior se não tivesse a meu lado a pessoa especial que tenho. Pelo menos ele faz com que as coisas não pareçam tão erradas.

Entretanto pode ser que hajam boas mudanças.
A esperança tem que ser a ultima coisa a morrer…

27/06/07

Agora compreendo...

Há alguns anos atrás, após uma desilusão, a minha mãe disse-me:
-"Um dia mais tarde vais aprender que amigos verdadeiros são os teus pais...os outros são apenas conhecidos".

Na altura, achei que isso não tinha cabimento. Pais são os que, apesar de nos darem coisas boas, nos castigam. Enquanto que os amigos são aqueles que nos apoiam, que nos dão força e alegria...hummm... É claro que a adolescência tem tudo a haver com o sentimento de contrariedade em relação aos progenitores. Eles dizem sim nós dizemos não (e vice versa)! Recusamos ver que a repreenção é sinónimo de preocupação, de vontade que sejamos alguém com princípios.

Agora que passei todas aquelas fases estranhas mas tão típicas, percebo claramente e reconheço total fundamento nas coisas que a minha mãe me tentava transmitir. E digo "tentava" porque comigo era dificil falar. As minhas vontades e pensamentos é que estavam certos e não os de alguém mais velho, de outra geração, que passava o dia a medir forças.

Neste caso, (apesar de ja ter tido várias desilusões) acredito na amizade. Nas poucas e boas pessoas que acabaram por ficar comigo, que gostam e acreditam em mim dando tudo sem pedir nada em troca. Contudo, considero que os pais são sim os amigos número um da lista. Estarão lá sempre para dizerem a verdade pura e dura, para ajudarem como puderem até mesmo quando discordam de nós. Afinal, somos sangue do sangue deles...

É claro que não falo por todos e sim por mim, pela minha experiência pessoal (embora não tenha sido das melhores).

Now I see...